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Maconha medicinal, canabidiol e epilepsia

Por Lucas Maia

Cannabis e canabinoides. (Fonte: Jornal Floripa - set/2014)

Cannabis e canabinoides. (Fonte: Jornal Floripa – set/2014)

A discussão sobre o uso medicinal da Cannabis sativa L. (maconha) e dos compostos extraídos desta planta nunca esteve tão presente no Brasil. O debate ganhou repercussão nacional após a divulgação do caso da garota Anny Fischer, cujos pais conseguiram na justiça a autorização para importação e uso de um extrato de maconha rico em canabidiol (CBD). Hoje, cerca de sete meses depois, a ANVISA já autorizou 113 solicitações semelhantes e indicou uma possível reclassificação do CBD, que passaria de substância proscrita para de uso controlado. No entanto, a decisão da agência já foi adiada duas vezes. Enquanto isso, inúmeras pessoas, portadoras de variadas enfermidades, aguardam avidamente esta reclassificação, que representa a esperança de uma qualidade de vida melhor. Além disso, a reclassificação facilitará também a realização de estudos com o CBD, necessários para a construção de um corpo de evidências que comprove eficácia e segurança deste canabinoide. No entanto, a reclassificação do CBD será apenas um passo a mais no caminho de regulação do uso medicinal da maconha como um todo. Recentemente, o projeto de lei de iniciativa popular que propõe a regulamentação da maconha em seus diferentes tipos de uso (SUG 8) foi debatido no Senado Federal. Relator da proposta, o senador Cristovam Buarque já declarou que deve se posicionar a favor da regulamentação do uso medicinal da maconha, e o parecer da relatoria deve ser divulgado em novembro.

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BOLETIM PSIFAVI 15 anos: Um exemplo de teimosia!

Psifavi

Por Julino Soares

Muitos medicamentos podem apresentar efeitos indesejados (reações adversas) que podem causar diversos danos à saúde, inclusive levar à morte. Os medicamentos que agem no sistema nervoso central, chamados de psicofármacos, merecem atenção especial, pois alguns podem causar dependência. Alguns exemplos de psicofármacos são a fluoxetina, diazepam e o lítio. Também existem muitas plantas com ação no sistema nervo central, por ex., Coffea arabica (café) e Hypericum perforatum (hipérico); inclusive, ambas com grande potencial de interação medicamentosa com psicofármacos.  Para maiores informações sobre farmacovigilância de plantas acessem o Boletim Planfavi do CEBRID.

plantas

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Premio Latinoamericano de Jornalismo sobre Drogas 2013

Olá amigos,

O artigo “Especial Maconha: diálogos com a ciência”, escrito pelo integrante do Curare Lucas Maia e publicado em março deste ano na revista Mente e Cérebro, foi finalista de um concurso promovido pela Asociación Civil Intercambios da Argentina, o Premio Latinoamericano de Jornalismo sobre Drogas 2013.

Mais de cinquenta artigos concorreram ao premio, de variados países e gêneros jornalísticos, e seis foram finalistas. Os artigos ganhadores são três excelentes reportagens publicadas em jornais da Venezuela, Bolívia e Brasil.

Apesar da maior parte dos artigos ser em língua espanhola, o primeiríssimo lugar ficou para um brasileiro! Diego Queijo de Azevedo e equipe do Diário Popular (RS), que produziram uma reportagem interessantíssima sobre o trabalho dos redutores de danos que atendem usuários de drogas nas ruas de Pelotas.

Todos os artigos estão disponíveis no site do Premio.Vale a pena conferir!

Revista Mente e Cérebro - março, 2013

Revista Mente e Cérebro – março, 2013

Curare no Congresso Internacional sobre Drogas 2013

Olá amigos,

Recentemente, foi realizado em Brasília (3 a 5 de maio) o Congresso Internacional sobre Drogas: Lei, Saúde e Sociedade. Na ocasião, foram discutidos diversos assuntos acerca do tema Drogas, e um dos focos principais foi a Cannabis (maconha).

Lucas Maia, integrante do Curare, participou do evento como debatedor na mesa-redonda “Propostas para a regulamentação da maconha”. Lucas falou sobre os estudos científicos sobre a Cannabis e as possíveis implicações que estes trabalhos podem fornecer para a elaboração de políticas públicas.

Confira abaixo o trecho da mesa-redonda com a participação do Curare!

Para assistir o vídeo na íntegra, clique aqui.

Saudações,
Coletivo Curare

Artemísia: sagrada, porém… perigosa!

por Julino Soares

ArtemisiaAs plantas medicinais de uso tradicional também são estudadas do ponto de vista toxicológico, como é o caso da artemísia (também conhecida como losna, absinto, erva-santa, gotas-amargas, erva-dos-vermes, erva-dos-velhos, entre outros).

Para os anglo-saxões, a artemísia formava as “nove ervas sagradas” entregues ao mundo pelo deus Woden (ou Odin). Os romanos tinham o costume de introduzir alguns ramos em suas sandálias para combater as dores dos pés logo após intensas caminhadas.

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Nicotiana e xamanismo, cigarro e dependência

por Raquel Luna

A Nicotiana tabacum, conhecida popularmente como tabaco, é uma planta originária das Américas cujo uso, originalmente xamanístico, foi difundido mundialmente.

Quando os colonizadores espanhóis e portugueses chegaram às Américas em 1500, os habitantes indígenas já faziam uso do tabaco desde tempos imemoráveis. As sementes da planta Nicotiana tabacum L. [Solanaceae] foram espalhadas pela Europa, e em algumas décadas o hábito de fumar o tabaco se disseminou e conquistou o mundo. O nome ‘tabaco’ se refere, na realidade, a diversas plantas do gênero Nicotiana, que são nativas do continente americano.

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Curare adverte: se não fizer bem… mal pode fazer!

“Caso de insucesso com a administração da planta Janaúba (Synadenium grantii Hook.f.), popularmente indicada para o tratamento do câncer de próstata.”

por Thiago Cagliumi Alves – em memória do Sr. Paulo Robin Nathagora Cagliumi

Há algum tempo que o Coletivo Curare vem alertando sobre os cuidados a serem tomados com a utilização das plantas medicinais, principalmente no que se refere à dosagem, já que muitas dessas possuem um limiar bastante próximo entre o efeito terapêutico e o tóxico. Por isso tanto insistimos em nossos textos sobre a importância em consultar um profissional especializado antes de iniciar o tratamento com qualquer planta medicinal ou fitoterápico.

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A Planta Anti-Alcoolismo

por Lucas Maia

Conhecida popularmente como árvore de uva-passa japonesa, a planta Hovenia dulcis é nativa da Ásia Oriental, região onde tem um vasto histórico de uso na medicina tradicional, especialmente para curar a ressaca. Estudos recentes comprovam os efeitos anti-álcool da planta e apontam-na como um novo candidato terapêutico para o tratamento do alcoolismo.

A Hovenia dulcis (Rhamnaceae) é nativa da Ásia Oriental e ocorre predominantemente no Japão, Coréia, e China Oriental até o Himalaia. Trata-se de uma árvore de grande porte que cresce até 10 metros, com folhas grandes e ovaladas, flores hermafroditas e pedúnculos carnosos e doces. Estes pedúnculos (foto) contêm um gosto que lembra uma combinação de uva-passa, cravo, canela e açúcar. No Brasil, é conhecida popularmente como uva-do-japão, banana-do-japão, cajueiro-japonês, gomari, chico-magro, pé-de-galinha, entre outros; sendo muito empregada, inclusive, para arborização urbana.

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